5 noites e 6 dias em Caraíva fazem você se desligar um pouco do resto do mundo, meu celular não funcionava e a internet lá custava R$9,00/hora. Ainda assim gastei alguns bons reais alimentando meu vício.
Em Caraíva, ao contrario de trancoso, foi muito mais fácil "fazer amizades". A comunidade era basicamente pesqueira e já havia aprendido um bocado de coisas sobre os pescadores em Regência, sem contar que a pesca é parecida com a de regência porque os peixes são aqueles que vivem no encontro do rio com mar. Por causa das chuvas o rio estava com o volume d'agua lotadão fazendo com que carregasse um monte de matéria orgânica que estava nas margens.
Estou escrevendo sobre dias que estão perto "temporalmente", mas distantes espacialmente. Em Caraíva fiz meu primeiro mês de viagem dançando forró no famoso "forró do pelé" (pelo menos era mencionado numa música), joguei bola com um bando de insanos - com direito a um gol meu e uma defesa de penalti quando estava no gol, conheci índios gente fina e outros pilantrox, fiz um 2x0 no xadrez num brasil vs. argentina no restaurante/bar Lagoa, fiquei acampado por dias com minha mochila e roupas completamente sujas e peguei uma carona para arraial com uma carioca muito psico no volante, a coroa corria alucinadamente na estrada de terra e uma hora quase saiu da pista caindo no atoleiro, para tirar a porra do carro sujei minha última roupa limpa, tinha guardado ela para chegar apresentável na casa dos meus tios em porto seguro.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
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